16 de abril de 2018

Oremos pela Síria



Um levante pacífico contra o presidente da Síria que teve início há sete anos transformou-se em uma guerra civil que já deixou mais de 400 mil mortos, devastou cidades e envolveu outros países.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) calcula que mais de 5 milhões já deixaram o país – o maior exôdo da história recente.

Em 13 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país havia iniciado na madrugada anterior uma série de ataques aéreos na Síria em coordenação com a França e o Reino Unido.

A operação é uma resposta às evidências de um ataque químico na cidade síria de Douma, na semana passada. EUA e aliados denunciam que o ataque foi protagonizado pelo regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, que por sua vez nega tal participação.

Segundo o Pentágono, foram atingidos um centro de pesquisas científicas em Damasco, que seria ligado à produção armas químicas e biológicas, um local de armazenamento de armas químicas a oeste de Homs e outro armazém que também funcionava como importante posto de comando, na mesma região.morreram.

Fonte BBC.com (14 de abril de 2018)
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Perseguição aos cristãos na Síria

A Constituição garante liberdade religiosa, embora haja restrições e laços com grupos fundamentalistas que são contrários aos cristãos. Os ex-muçulmanos sofrem com a desconfiança que paira na sociedade, causada pela polícia secreta. Eles têm medo de contar suas histórias às pessoas, até mesmo aos amigos. E a igreja, por sua vez, tem medo de receber esses convertidos, pois desconfia de que possam ser agentes do governo disfarçados – o que não é impossível de acontecer.

Há também a pressão que a família e a sociedade aplicam aos que abandonam o islamismo. Essas convenções sociais fazem com que a conversão de um muçulmano ao cristianismo seja muito rara. 

Dentro do contexto de guerra, o Estado Islâmico controla grande parte do país, e com a crescente influência dos jihadistas islâmicos nas forças da oposição, os cristãos tornaram-se um grupo cada vez mais vulnerável, vivendo em zonas controladas em todo o país. Recebemos relatos de muitos sequestros de cristãos, alguns agredidos fisicamente e muitos são mortos. 

Um novo desenvolvimento na guerra civil da Síria, durante 2015, foi a intervenção da Rússia. Além disso, a França, a Alemanha e a Grã-Bretanha planejaram intervenções após os ataques de Paris em novembro. Isto não foi suficiente para salvar o regime sírio. E, exaustos, os cristãos devem continuar fugindo do país. Há muitos cristãos sírios deslocados internamente de Homs, Aleppo e outras áreas. A Portas Abertas, por meio de igrejas locais, tem cuidado e apoiado esses cristãos.

Entretanto, em meio a toda a violência e perseguição, há também vislumbres de esperança. Embora muitos cristãos tenham deixado o país – e continuarão a fazê-lo – ou foram deslocados internamente, há irmãos que estão sinceramente comprometidos em permanecer na Síria e a servir o país, especialmente no meio dessa guerra civil. Também foi relatado um crescimento no número de pessoas que se converteram a Cristo.

Para todos os tipos de cristianismo, grupos militantes islâmicos são uma ameaça clara. A família é a principal fonte de perseguição para os convertidos do islamismo. As autoridades governamentais são conhecidas por restringir as atividades dos cristãos para prevenir a instabilidade. Eles podem ser interrogados e monitorados. Esse movimento às vezes é instigado pela família dos cristãos ex-muçulmanos ou igrejas históricas. O discurso do ódio contra cristãos por líderes islâmicos ocorre, mas não é permitido em áreas controladas pelo governo. Os líderes religiosos muçulmanos também são conhecidos por exercer pressão sobre os convertidos do islamismo, direta ou indiretamente, por suas famílias ou agências de segurança.

Devido à exposição pública, especialmente os líderes das igrejas históricas são alvo de sequestro. Mas as congregações também estão em uma posição vulnerável, pois são conhecidas pela orientação ocidental, a fragmentação, a falta de liderança forte e a falta de um porta-voz estrangeiro (por exemplo, como um papa ou bispo) que possam falar em seu nome.

Em áreas controladas por grupos islâmicos radicais, a maioria das igrejas históricas foram demolidas ou usadas como centros islâmicos. As expressões públicas da fé cristã são proibidas e os prédios ou monastérios da igreja não podem ser reparados ou restaurados, independentemente de o dano ter sido colateral ou intencional. Nas áreas controladas pelo governo, há menos monitoramento de cristãos devido às circunstâncias da guerra. A reputação política das denominações, das igrejas e dos líderes das igrejas locais desempenha um papel importante no nível de perseguição ou opressão que enfrentam de grupos que estão lutando contra o presidente Assad.

Cristãos ex-muçulmanos são especialmente pressionados pela família, pois a conversão lhes traz uma grande desonra. Isto é particularmente verdadeiro em boa parte das áreas sunitas, onde os convertidos correm o risco de serem expulsos das casas de seus familiares. 

Fonte: Portas Abertas.org.br